
Continuam a ser divulgados dados da pesquisa do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), de 117 países, que, em dois anos, analisou 11,9 milhões de documentos de 14 empresas de advogados especializados em criar sociedade offshore em paraísos fiscais, investigação conhecida como Pandora Papers.
Esta sexta-feira, o jornal Le Parisien, dá conta de que o nome do treinador do PSG, Mauricio Pochettino, também surge na investigação, fruto da criação de uma empresa em 2010, e dissolvida em 2017, instalada num paraíso fiscal e usada para guardar os rendimentos desde o início da carreira de treinador. «É uma empresa que se formou para questões de herança, com o objetivo de estabelecer uma estratégia para deixar um património para sua família. É mais fácil do ponto de vista jurídico. Se algo tivesse acontecido a Mauricio os seus herdeiros não teriam pago impostos pela estrutura societária que arrecadou esse dinheiro», justificou um dos advogados do argentino.
Também o nome de Ángel Di María, antigo jogador do Benfica, atualmente no PSG, consta do Pandora Papers por causa de uma empresa no Panamá que gere os rendimento relacionados com os direitos de imagem numa conta bancária na Suíça. «O jogador não sabia que esta ação não era aceite pelas s autoridades espanholas e tudo foi declarado às autoridades francesas desde sua chegada ao PSG em 2015», justificaram os representantes do jogador à ICIJ.
